Videomaker ou Cineasta?

Com o advento do Youtube ou, mais precisamente, dos youtubers, uma nova profissão tem, a cada dia que passa, mais procura: o videomaker

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Johil Carvalho
Cinema, Entretenimento
09/01/18 15:03

O videomaker é um generalista, por muitas vezes, ele é responsável por toda a cadeia produtiva do seu vídeo: planeja, roteiriza, produz, filma, capta som, edita, produz efeitos e publica.

Já o cineasta é, em sua essência, um especialista. Há o(a) produtor(a) (executivo, de campo, de finalização, etc), o(a) roteirista, o(a) diretor(a) (de cena, de fotografia, de arte), o(a) técnico de som, montador(a), além dos distribuidores e exibidores. Cada função dessas requer anos de estudos e práticas. E algumas delas são inteiramente realizadas por grandes empresas.

Com isso não quero dizer que uma profissão é melhor ou pior que outra. Quero demonstrar aqui as diferenças básicas entre as duas, por dois motivos: um para facilitar uma escolha, dois para melhorar o tratamento com os profissionais.

No primeiro caso, você leitor, que quer fazer ou contratar vídeos para Youtube, publicidade, mídias digitais ou até mesmo a captação de imagens de eventos, sua opção mais certeira é procurar um videomaker. A sua produção será mais rápida, mais barata e terá menos pessoas para tratar sobre as etapas de produção. Um processo ágil com alto nível de qualidade e satisfação.

Caso o interesse seja em contar historias onde o impacto emocional seja mais importante que o informacional ou comercial, com técnicas elaboradas de narrativa, filmagem ou efeito e possa investir em uma equipe de trabalho, sua opção está mais para as técnicas de cinema.

Em relação ao tratamento, se você é parente, amigo e/ou colega de um(a) cineasta, não peça (apenas por ser a profissão/estudo dele(a) para filmar festas de aniversário, realizar apresentações de empresa ou tirar fotos da formatura da sua sobrinha, porque, em geral, essas atividades não farão parte das técnicas estudadas, não vão ampliar o currículo e nem serão algo que lhe encherá de prazer. Já se você conhece um videomaker, quase todas essas atividades podem ser do interesse desse profissional, e como forma de recompensar ou mesmo ajudar a sair do amadorismo, uma remuneração justa por esse trabalho deixaria todos satisfeitos.

 

 

Revista Evoke

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