Pesquisa revela como é ser mãe

Uma tarefa exaustiva e que sobrecarrega as mulheres

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Revista Evoke
Bem Estar, Saúde
14/05/18 14:50

Para exercer o “ofício”, muitas mulheres optam por sair do emprego e se dedicarem totalmente às crianças. Ser mãe não é uma tarefa fácil e requer energia e bastante responsabilidade. Engana-se quem acha que exercer essa função é tranquila. Dessa forma, a companhia norte americana Welch’sFoods, revelou que ser mãe equivale a ter 2,5 empregos em tempo integral.

A jornada dessas mulheres começa por volta das 6h23 da manhã e termina aproximadamente às 20h31, incluindo os finais de semana. A pesquisa acompanhou a programação semanal de 2 mil mães com filhos entre 5 e 12 anos. Constatou que a média de tempo gasto por elas em seus afazeres diários é de 98 horas por semana. O tempo é maior que o dobro de um trabalho com carga horária de 40 horas semanais

De acordo com a psicóloga Lia Clerot, ter muitas responsabilidades e diversos afazeres é cultural do sexo feminino. “Antigamente as mulheres eram criadas e ensinadas a viver para o lar. De um tempo para cá começaram a trabalhar fora, construir suas carreiras e conquistar sua independência, mas continuam carregando esta responsabilidade”, afirmou. O estudo ainda relatou que essas mães conseguem ter um pouco mais de uma hora diária “livre”, tempo que elas utilizam para ir ao banheiro ou tomar um banho bem rápido.

Ao serem questionadas sobre o que fazem para amenizar a carga do dia-a-dia, as mães que participaram da pesquisa elencaram alguns métodos: apoio de babá, amigos ou familiares; outras recorrem à Netflix e a brinquedos eletrônicos, como Ipads. Quando o assunto é a alimentação, muitas acabam optando por refeições pré-cozidas. E o momento que resta no fim do dia, relaxam.

“Apesar de não ser recomendado deixar os filhos muito tempo assistindo televisão ou brincando com aparelhos eletrônicos, cada mãe recorre ao que lhe convém ali no momento de aperto. Mas é preciso haver um equilíbrio e tentar mostrar aos filhos outras formas de entretenimento como leitura, brincadeiras e atividade ao ar livre”, recomenda Lia Clerot.

Outro ponto que a psicóloga destaca é buscar apoio no pai da criança. “A sociedade nem sempre preparar os meninos para assumirem sua responsabilidade na paternidade. Mesmo que os pais da criança não morem juntos, é preciso dividir e nem sempre as mães conseguem delegar ou, pior, eles não assumem as tarefas para si. Até porque gerir as tarefas já é uma grande responsabilidade”, destaca a psicóloga.

 

 

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