Sorriso de uma ponta a outra

Conheça a Dra. Carla Sarni, fundadora da Sorridents, que virou sócia de Giovanna Antonelli

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Basilia Rodrigues
Entrevistas, Notícias
20/12/18 17:21

Carla Sarni explica que apesar do Brasil ter mais dentistas que os EUA e o Canadá juntos, existe um mar de oportunidades. Cerca de 20 milhões de brasileiros nunca foram ao dentista. Pesquisas mostram que 55% da população brasileira não têm o hábito de ir ao consultório odontológico regularmente, só 5% frequentam o dentista como é recomendado pelos órgãos. Aos poucos, essa realidade vai mudando.

REVISTA EVOKE: Há quanto tempo você atua na área? Conta um pouco sobre a sua trajetória profissional.

CARLA SARNI: Há 23 anos na área odontológica e há 10 no sistema de franchising. Comecei com uma rede de clínicas odontológicas, uma rede própria. Nossa primeira franquia foi a Sorridents fundada em 2007. Agora veio a GiOlaser e cada vez mais o setor de saúde está encontrando com o bem-estar, tanto que é definido como setor de saúde, beleza e bem-estar.

REVISTA EVOKE: Acha que as pessoas já se conscientizaram sobre a saúde bucal?

CARLA SARNI: Em 1995, quando me formei, nós tínhamos um cenário de dentistas para ricos e para as pessoas mais simples. Os ricos tratavam em clínicas lindas com materiais de primeira linha altamente equipadas. Já as pessoas mais simples tratavam em clínicas, geralmente, em sobrelojas e as chamadas clínicas pops, que não esterilizavam nada e o material ainda era de segunda linha. A Sorridents chegou e quebrou todos esses paradigmas.  Mostrou que era possível fazer uma odontologia de primeiro mundo, com acesso, qualidade, conforto e conveniência.

Temos em nosso DNA quatro importantes pilares que levamos à risca, são: acessibilidade à comunidade, conforto com uma infraestrutura de classe A para a classe C, alto nível de qualidade dos materiais e dentistas especializados e a conveniência de ter 19 especialidades no mesmo lugar. Com isto quebramos todos os paradigmas e mostramos que é possível sim fazer uma odontologia de 1° linha com qualidade, por um preço justo, para a classe menos favorecida.

Naquela época tínhamos um cenário em que as pessoas só procuravam dentistas para arrancar ou para tirar a dor de um único dente. Começamos, então, a fazer um trabalho muito forte de conscientização, ministrando palestras em escolas, comunidades, igrejas, creches e com famílias para mostrar a importância de ter uma boa saúde bucal e o quanto é importante ter todos os dentes na boca. Nessas palestras ressaltávamos sempre que não é só uma questão de estética, mas principalmente, uma questão funcional de saúde. Os dentes estão ligados aos outros órgãos do organismo, por exemplo, muitos pacientes desenvolvem endocardites no coração, causada por infecções dentárias. Outro ponto é o quão é importante a pessoa manter os dentes saudáveis até a terceira idade para poder ter uma boa mastigação e evitar uma série de doenças, como gastrite por não mastigar o alimento corretamente.

Fizemos um trabalho forte nisso e sentimos que melhorou muito nos últimos anos. Hoje as pessoas vão ao dentista para fazer tratamentos mais completos. Inclusive, os pais, hoje, se preocupam muito mais com a saúde bucal dos filhos. Eles não querem para os filhos o cenário que tiveram quando criança.

REVISTA EVOKE: Apesar da crise, a empresa teve expansão no Brasil? Como conseguiu?

CARLA SARNI: Sim, no auge da crise, em 2015, nós crescemos 14%. No ano passado, 23%, mas nós nos preparamos para enfrentá-la. Como conseguimos isso? Quando começaram os burburinhos de que viria uma crise, tomamos algumas providências. Acreditávamos, e foi realmente o que aconteceu, que o mercado tiraria o crédito de circulação, principalmente, da classe C e D.  Então, pensamos, como cobrir esse déficit para as pessoas continuarem tratando?

A Sorridents investiu dinheiro, experiência e tecnologia e desenvolveu junto a um banco, o Sorocred, um cartão de crédito próprio. Esse cartão próprio começou a ser oferecido nas unidades. Assim os pacientes tiveram a oportunidade de fazer todo o tratamento pagando com este cartão. A empresa passou ilesa na crise, com crescimento mínimo de 14%. Este ano a previsão de crescimento é de 30% e abertura de 50 unidades. Na crise nós abrimos 25.

REVISTA EVOKE: Continuam os planos de levar a Sorridents para fora do país?

CARLA SARNI: Continuamos sim. Estamos numa fase com todos os projetos desenvolvidos, mas o dólar agora não está favorável. Estamos observando e esperando a movimentação do dólar, porque é um investimento considerável. Faremos um investimento, no início, de 1.400.000,00 (um milhão e quatrocentos mil dólares), mas já estamos prontos para implantar. Agora estamos aguardando para ver como o dólar vai encerrar o ano, até porque teremos um ano de investimento após a abertura da unidade para atingir o ponto de equilíbrio que está no nosso Business Plan. Então, com o dólar alto ou baixo, isto será um fator significativo no investimento. Mas, pretendemos sim levar a marca para lá e fazer os investimentos que forem necessários para termos uma odontologia de qualidade e séria e levar os pilares da Sorridents, que transformaram a marca em sucesso nos últimos 20 anos, para os EUA. Nossa primeira unidade será em Orlando.