Solidariedade, um ato de amor ao próximo

Em entrevista a Revista Evoke, coordenador da Vila, Jorge Deister fala sobre o funcionamento da instituição e como ajudá-los

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JR Felix
Aplausos, Lifestyle
10/01/20 15:07

Localizada na QI 26 do Lago Sul, a Vila do Pequenino Jesus, criada em 15 de agosto de 2009, teve como inspiração a comunidade Jesus Menino de Petrópolis (RJ). Atualmente o espaço conta com 128 funcionários que auxiliam nos cuidados de 70 pessoas. Seus fundadores são os casais: Irone Claudino da Silva e Marta Claudino; Roberto e Sheila dos Santos; Jorge Eduardo e Cássia Deister; e Noel e Dalva Tracz. A Vila é uma Instituição que acolhe preferencialmente pessoas com deficiência física e intelectual – que dependem completamente de cuidados e atenção.

A seguir, conheça um pouco mais sobre a Vila do Pequenino Jesus, em uma entrevista com o coordenador da Vila, Jorge Deister.

 

REVISTA EVOKE: Qual o público de vocês e a faixa etária?

JORGE DEISTER: A Vila recebe crianças e adultos com múltiplas deficiências. Todos apresentam alguma alteração neurológica, seja de origem congênita ou adquirida, durante a vida. As sequelas em decorrência disso são deficiências de ordem física, intelectual, auditiva, visual.

Alguns dos acolhidos fazem uso de cadeira de rodas e verbalizam, enquanto outros estão restritos ao leito e não possuem a capacidade de compreensão e expressão verbal mas podem se comunicar de outras formas.

 

REVISTA EVOKE: Como as pessoas que vivem hoje na Vila chegaram ao local?

JORGE DEISTER: Os adultos são encaminhados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal. Existe um processo para acolhimento, em que, primeiramente o usuário é atendido pelo Centro de Referência Especializado de Assistência social da localidade onde reside. A equipe desse órgão realiza uma avaliação psicossocial e direciona aqueles que têm perfil de acolhimento para que a secretaria encaminhe às instituições correspondentes.

No caso das crianças, estão sob medida protetiva de acolhimento e são encaminhadas à Vila do Pequenino Jesus por meio da Vara da Infância e Juventude.

Desta forma, as famílias que nos procuram por demanda espontânea são encaminhadas para algum Centro de Referência Especializado de Assistência Social para que se inicie todo o processo.

 

Foto: Luíza Pinheiro

 

REVISTA EVOKE: Quais as condições necessárias para que os acolhidos fiquem com vocês?

JORGE DEISTER: Antes do acolhimento na Vila do Pequenino Jesus, é realizada uma avaliação para identificar o perfil clínico e social da pessoa encaminhada. Todos eles apresentam alguma alteração neurológica e deficiência física que acarreta em uma dependência para os cuidados de vida diária. Outra condição é que a família da pessoa acolhida se encontre em situação de vulnerabilidade social.

 

REVISTA EVOKE: Quais atividades vocês realizam na Vila?

JORGE DEISTER: Os acolhidos recebem assistência de uma equipe de reabilitação (fisioterapeuta e terapeuta ocupacional). Além disso, são inseridos em atividades lúdicas de lazer e recreação, com o intuito de promover a interação social e convivência comunitária. Alguns deles, inclusive, estão incluídos no ambiente escolar, como a Instituição Pestalozzi, onde desenvolvem atividades psicopedagógicas. Outros são atendidos em unidade Hospitalar da Rede Sarah Kubitschek e realizam atividades voltadas para reabilitação.

 

Foto: Luíza Pinheiro

 

REVISTA EVOKE: Qual o gasto médio por mês?

JORGE DEISTER: Não temos um valor fixo, porque os perfis em termos de patologias são bem diferentes. Às vezes, por conta de uma questão de saúde gastamos mais em um determinado mês. Ou ainda, quando as doações caem, como tem acontecido nestes tempos de crise. Mas, em média, nossas despesas com cada acolhido ficam em torno de três a cinco mil reais por mês.

 

REVISTA EVOKE: Qual a maior necessidade da casa hoje?

JORGE DEISTER: Nossa maior necessidade hoje é com material de limpeza. Temos um consumo muito alto de sabão em pó, água sanitária, desinfetantes, enfim. Todos os dias nossas roupas de cama são trocadas. A higienização da casa como um todo, demanda muito material de limpeza e nem sempre as pessoas os incluem nas listas de doações.

 

REVISTA EVOKE: Quantas pessoas trabalham para manter o funcionamento?

JORGE DEISTER: Nós trabalhamos com o regime 12×24. Para cuidar da alimentação, medicações, banhos, trocas de roupas/fraldas, além de várias outras atividades com os 69 acolhidos, hoje temos 128 funcionários. É preciso lembrar que todos os acolhidos moram na Vila, onde recebem assistência 24 horas por dia.

 

Foto: Luíza Pinheiro

 

REVISTA EVOKE: Como vocês conseguem manter a instituição? Tem parceiros?

JORGE DEISTER: Fazemos um esforço extraordinário. Mas, graças à Deus, existe muita gente que gosta de fazer o bem. Atualmente, contamos com um convênio que ajuda muito com o pagamento dos funcionários. Mas, para todas as outras despesas temos que correr atrás. Só a conta da farmácia passa de R$ 20 mil todos os meses. Nosso consumo de fraldas descartáveis chega a nove mil unidades porque todos eles usam fraldas. Então fazemos campanha, nos mobilizamos, para garantir todas as outras despesas. Temos muitos parceiros e dos quais a Vila depende muito. E são eles que nos ajudam todos os dias.

 

REVISTA EVOKE: E por fim, como as pessoas podem ajudá-los?

JORGE DEISTER: As pessoas podem ajudar fazendo doações de materiais diretamente aqui na Vila, podem depositar (qualquer quantia) em uma de nossas contas, fazer o débito em conta (no caso do Banco do Brasil) ou ainda podem ajudar por meio do Amigo Fiel. Trata-se de uma contribuição feita no cartão de crédito. Para tanto, é preciso preencher e assinar um formulário que autoriza a Vila a debitar os valores autorizados em seu cartão de crédito, nos dias 06 ou 20 de cada mês (nesse caso, é só ligar na Vila para mais informações).

 

Banco do Brasil: Agência: 2887-8 / CC: 15.988-3

Caixa Econômica Federal: Agência: 0674/003 e CC: 1513-0

Bradesco: Agência 2837-1 e CC: 9161-8

Banco de Brasília (BRB): Agência: 214 e CC: 021893-5

 

Para mais informações:

Vila do Pequenino Jesus- QI 26, chácara 27- Lago Sul.

Visitas às sextas e sábados, das 15h às 17h30.

Telefone: 35260506/3528 0506

E-mail: coordenacao@viladopequeninojesus.com.br

Site: viladopequeninojesus.com.br

 

* A Revista Evoke abre espaço para projetos de notório resultado e interação com a comunidade. Nossa missão é meramente divulgar as iniciativas. A publicação não se responsabiliza pela administração de entidades sociais, doações ou depósitos bancários.

 

 

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