Procura por intercâmbio é maior entre mulheres

Estudos apontam que 60% das pessoas que optam por fazer intercâmbio são mulheres. Canadá, Estados Unidos e Austrália são os países mais procurados

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Revista Evoke
Entretenimento, Turismo
04/06/19 16:07

“Mas você vai sozinha? Que perigo!”. “Você é corajosa!”. “Deve estar louca”. Ser mulher e viajar sozinha para um país onde fala-se outra língua e que possui cultura diferente traz na bagagem o peso de escutar frases como essas. Enfrentar um desafio assim pode, portanto, tornar-se sinônimo de admiração e, um pouco, de desencorajamento por parte das outras pessoas.

Segundo estudo feito pela Associação Brasileira de Intercâmbio (ABIPE), 60% das pessoas que optam por fazer intercâmbio são mulheres.  A procura maior entre as mulheres pode estar ligada ao fato de serem naturalmente mais independentes. É o que afirma o diretor da World Study, Paulo Silva. “Acredito que isso se deve ao desprendimento e à independência que as mulheres naturalmente possuem. Elas enxergam com mais clareza e facilidade as oportunidades e perspectivas de melhoras em suas vidas através do intercâmbio, se comparadas aos homens”, completa.

Elas, geralmente, procuram programas com cursos de línguas ou que possibilitam estudar e trabalhar. Os países mais procurados são Canadá, Estados Unidos e Austrália, que permitem vivência da língua e da cultura, conhecimento de novas pessoas e oportunidades de emprego.

Maria Aparecida, 52 anos, conta que fazer intercâmbio era um sonho antigo. Quando decidiu realiza-lo, recebeu muitos retornos de quem também gostaria de se aventurar numa viagem do tipo, mas não tinha coragem.

Escolheu como destino Vancouver, Canadá, por ser um lugar que recebe pessoas do mundo inteiro, e optou por um programa de intercâmbio que oferece muitas possibilidades de comunicação em outra língua. “É uma excelente oportunidade para trocar experiências e aperfeiçoar o inglês. Além disso, tem vários lugares paradisíacos para conhecer”, comenta Aparecida.

Para ela, as mulheres são e estão mais participativas que os homens em todas as áreas, não só no intercâmbio. “Queremos investir nos estudos e na capacitação profissional para se preparar melhor para o mercado de trabalho. Além disso, aproveitamos a oportunidade para conhecer lugares, pessoas, hábitos e culturas diferentes”, acrescenta.

 

 

Foto: PEXELS

 

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