Pesquisa revela que mãe de cachorro também é mãe

Mulheres empreendedoras escolhem ser mães de peludos e adiam os planos de darem à luz para se dedicarem mais aos negócios

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Revista Evoke
Bem Estar, Vida Animal
09/05/19 15:01

Elas são casadas e pertencem a uma faixa-etária em que a cobrança para engravidar só aumenta. Seja nas reuniões de família ou em uma roda de amigos, a pergunta sempre acaba surgindo: Você não pensa em ter filhos? Sim. Elas querem engravidar mas adiaram essa etapa e decidiram que, por enquanto, o amor de mãe continuará direcionado aos seus cachorros que enchem a casa de alegria e sabem retribuir todo o carinho e cuidado que lhes são dedicados.

A jornalista Yngrid Volkenandt, de 31 anos, sócia da strateDY, empresa especializada em comunicação digital e assessoria de imprensa, é mãe de 3 peludos: da vira-lata Tuti de 3 anos, do Akita Juca de 9 anos e do pinscher Billy, de 4 anos, que apesar da raça ela jura de pés juntos que ele é um ‘filho’ amoroso.

“Eu e meu marido Diego Volkenandt adotamos os 3. Todos são muito amorosos, fazem bagunça pela casa e deixam a nossa rotina mais alegre. Sobretudo a Tuti que, diferente dos outros, está conosco desde filhote, a resgatamos da rua, muita assustada, onde foi abandonada com sua mãe mais 4 irmãos. Ela é aquela filha grude. Por sorte, sua mãe e seus irmãos também foram adotados e esse abandono teve um desfecho feliz,” diz a empreendedora.

 

Rotina de cuidados

Os três ‘filhos’ da Yngrid passeiam 2 vezes ao dia, cada qual tem sua cama e espaço em casa. O Akita Juca, por sofrer de epilepsia, tem uma rotina de cuidados especiais. “Ele é o ‘filho’ que demanda mais tempo e cuidados. Precisa tomar remédios controlados 2 vezes ao dia e não pode ficar exposto ao calor, do contrário acaba tendo crises convulsivas’, explica a empreendedora.

 

Como uma filha 

Ane Calixto, de 36 anos, proprietária da Arquitetura Resolve – escritório de arquitetura especializado em licenciamento de obras, é ‘mãe’ da Bulldog Lola, de 9 anos, que marca presença no dia a dia do escritório. “Ela é a coisinha mais especial do mundo. Enquanto eu trabalho ela fica deitada no meu pé e quando dá a hora de fechar o expediente ela reclama, fica latindo pra eu desligar o computador”, conta a empreendedora.

 

A arquiteta Ane Calixto passeia com sua Bulldog Lola. Foto: Divulgação

 

Depois de superar um câncer de mama, a ‘filha’ Lola ganhou ainda mais regalias na vida de Ane e de seu marido. “Em casa ela pode tudo, dorme na cama com a gente, é tratada com uma filha mesmo, até assinamos o canal DogTV para ela não se sentir sozinha quando saímos pra jantar ou  quando eu tenho alguma reunião. Como ela é muito grudada, eu deixo de viajar para ela não ficar triste. Eles dão tanto amor pra gente que sempre acho pouco tudo o que fazemos por ela ,” explica Ane Calixto.

 

Mãe de cachorro também é mãe?

Se alguém ainda duvida, uma pesquisa realizada pela universidade japonesa Azabu comprova que, de fato, mãe de cachorro também é mãe. A troca de olhares entre o cachorro e seu dono desencadeia um processo hormonal muito semelhante ao que acontece entre mãe e filho.

Tanto no animal quanto em seu dono é disparado e liberado níveis de ocitocina no cérebro, hormônio relacionado a conduta paternal e maternal. Esse hormônio é o responsável pelo reconhecimento e estabelecimento de vínculos sociais, assim como na formação de relações de confiança. Logo, mães de peludos também merecem um Feliz Dia das Mães!

 

 

Yngrid Volkenandt e a caçulinha Tuti. Foto: Diego V. Lopes