O segundo sol de Giovanna Antonelli

Tudo o que Giovanna Antonelli faz dá certo e isso desperta interesse de todo mundo

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Basilia Rodrigues
Entrevistas, Notícias
29/11/18 18:12

A atriz, de 42 anos, que todo mundo vê brilhando nas telas de cinema e TV também é empresária. Como um segundo sol, ela se destaca não só nas artes cênicas mas também no empreendedorismo. Tudo o que Giovanna Antonelli faz dá certo e isso desperta interesse de todo mundo.

O sorriso largo não esconde. Giovanna está entre as artistas mais queridas pelo público, sempre vivendo mulheres avassaladoras. Do drama à comédia, ela transita bem. Carisma que se reflete em credibilidade. Não à toa, bolsas, roupas, perfume, sucos, e até uma rede de tratamentos à laser levam o nome dela.

“Ao longo da carreira fui tendo vários insights e visualizando possibilidades. Me juntei a parceiros que acreditaram nas minhas ideias”.

Aos 15 anos, Giovanna fez o Clube da Criança, da extinta Manchete e apresentado por Angélica. A primeira novela veio no fim da adolescência com Tropicaliente, exibida na Rede Globo, em 1994. Indo de uma emissora para outra, fez ainda Xica da Silva (1996) e Corpo Dourado (1998). O sucesso veio mesmo no papel de Capitu, uma prostituta de luxo, da novela Laços de Família (2000), da Globo. Foi nessa época que ela descobriu como a sua imagem poderia ser usada nos negócios, por atrair os olhares de mulheres que queriam ser parecidas com ela, como nas unhas sensuais da bela personagem. A consolidação do nome de Giovanna Antonelli veio no Clone (2001), com a inesquecível Jade, quando mais uma vez ela lançou moda, como a maquiagem em seus olhos marcantes e os véus que a envolviam na dança.

“Eu me inspiro muito nas mulheres e sempre pensei em achar uma maneira de aproximar o público feminino, trazendo o conceito do tratamento à laser acessível para todos”.

Ela não parou mais de fazer sucesso, como a Anita Garibaldi, vivida em A Casa das Sete Mulheres (2003). Ficando marcada também por viver a delegada de Salve Jorge (2012) e a personagem de uma homossexual na novela Em Família (2014). Pra saber mais, acompanhe esse bate papo exclusivo da atriz com a Evoke:

REVISTA EVOKE: Como é viver mais uma protagonista de novela, em Segundo Sol?

GIOVANNA ANTONELLI: Cada novo trabalho nos modifica de um jeito único. Estou mais uma vez numa parceria muito feliz com o João Emanuel e tendo encontros com colegas que formam um time muito especial. Fazer novela exige muita dedicação, mas quando topo fazer, faço disso o meu grande prazer. Precisa ser divertido. Amo o que faço e amo trabalhar. Estamos na reta final e foi muito gratificante.

REVISTA EVOKE: O que a história da Luzia te faz refletir? Você acha que ela tem alguma culpa por ter se afastado dos filhos?

GIOVANNA ANTONELLI: Como a história da Luzia não é minha, não a uso como reflexão. Os personagens sempre estão distantes do meu cotidiano. Se tem culpa? Não sei, confesso, que não trabalho com essa palavra no meu dia a dia. Não dá para julgar nada nem ninguém. Vivemos o que é preciso viver, né?! Não tem como mudar nosso destino.

REVISTA EVOKE: Em uma cena da novela, a sua personagem estava sendo julgada e foi chamada de “adúltera” de forma veemente. A primeira fase da novela se passa em uma época em que cometer traição era considerado crime pela lei brasileira. Hoje mudou. Como você lida com o tema traição?

GIOVANNA ANTONELLI: Esse assunto é muito sensível. Primeiro porque apontar o dedo para o outro é a pior coisa que alguém pode fazer. E traição vai além do relacionamento entre homem e mulher.

REVISTA EVOKE: De marisqueira a DJ, qual tipo de preparação você fez para essa novela?

GIOVANNA ANTONELLI: A minha maior preparação vem do próprio texto e o João é primoroso nisso. Mas, sou uma atriz que se alimenta da observação. E assim nascem minhas personagens.

REVISTA EVOKE: Qual o papel que mais gostou até agora na sua carreira?

GIOVANNA ANTONELLI: Muito difícil responder isso. Cada uma ajuda a contar minha história como atriz, me traz um balanço positivo. Mas a Jade me levou para lugares onde jamais imaginei, para países como a Rússia, um sonho de consumo.

REVISTA EVOKE: E além dessa carreira de sucesso como atriz, você virou empresária. Em que momento decidiu empreender?

GIOVANNA ANTONELLI: Não sei exatamente porque acho que isso é parte de mim. Na época da personagem Capitu, tivemos a sacada de fazer dos esmaltes uma chance de transformar aquilo que nasceu como um sucesso em negócio. Ao longo da carreira fui tendo vários insights e visualizando possibilidades. Me juntei a parceiros que acreditaram nas minhas ideias. Eu me inspiro muito nas mulheres e sempre pensei em achar uma maneira de aproximar o público feminino, trazendo o conceito do tratamento à laser acessível para todos.

REVISTA EVOKE: Teve outras experiências além da GiOlaser?

GIOVANNA ANTONELLI: A GiOlaser é um empreendimento pelo qual tenho enorme carinho, pois as clínicas oferecem às pessoas a possibilidade de ter acesso aos tratamentos à laser e estéticos. Depois disso vieram esmaltes, bolsas, linha de acessórios, roupas, perfume, sucos, sandálias, entre outros.

REVISTA EVOKE: Você que escolheu o nome?

GIOVANNA ANTONELLI: Sim, participo de todos os processos de criação dos produtos, nomes e marca. Com a GiOlaser não foi diferente.

REVISTA EVOKE: Além de dar o nome, você também administra o negócio? Como tem tempo para isso?

GIOVANNA ANTONELLI: A premissa para que um negócio dê certo é me cercando de pessoas especializadas no tipo de negócio que quero desenvolver. Na Giolaser, a entrada da Carla Sarni, fundadora da Sorridents, trouxe uma nova visão para a empresa e seu crescimento. Estou muito feliz de estarmos juntas. Participo ativamente de todo processo. O grupo desenvolve toda área administrativa. Foco no marketing que é um lugar que atuo há muito tempo com minha imagem. Estamos juntos desenvolvendo novas ideias e colocando em prática nossos projetos futuros para a empresa.

“Não dá para julgar nada nem ninguém. Vivemos o que é preciso viver, né?! Não tem como mudar nosso destino”.

 

 

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