O futuro é híbrido! E você tem tudo a ver com isso

"Uma mobilidade mais sustentável e com menores níveis de poluição e ruído"

https://revistaevoke.com.br/wp-content/uploads/2017/07/revista-evoke-colunista-clayton-de-sousa-1.jpg
Clayton Sousa
Automóveis, Lifestyle
21/08/19 11:13

Carro elétrico é o maior barato. Barulho ele não faz. Muito menos polui o meio ambiente. Em contrapartida, ele custa caro. O modelo mais barato, à venda no Brasil, sai R$ 149.900 (o Renault Zoe).

Olha que nem citei outros problemas como a falta de recarregadores públicos e privados, à disposição nas ruas, shopping e estradas, além do pouco incentivo do governo. Mas e aí? Qual a saída pra economizarmos combustível? Usar mais o transporte público ou dirigir um veículo híbrido.

Esse tipo de tecnologia junta um motor à combustão tradicional com a eficiência de um ou mais motores elétricos. Pisou leve no acelerador, a energia vem apenas das baterias. Precisou ganhar velocidade? O sistema elétrico entra em ação pra jogar mais tempero na mistura.

“Para a região da América Latina, na nossa visão, esse é o grande passo em termos de evolução da mobilidade. Uma mobilidade mais sustentável e com menores níveis de poluição e ruído. E, claro, mantendo o ‘Fun to Drive’, o prazer de dirigir”, afirma Anderson Suzuki, gerente geral de Comunicação da Toyota e Lexus.

Um modelo interessante pra você conhecer tudo isso na prática é o Toyota Prius – híbrido mais vendido no mundo. Em 20 anos de estrada, foram vendidas mais de 12 milhões de unidades, ao redor do globo.

 

Foto: Divulgação / LEXUS

 

Caso ache o design do carro futurista para a sua garagem, espere mais um pouco. Ao que tudo indica, a montadora japonesa lançará o Corolla, com os mesmos equipamentos, até outubro deste ano.

Além de agredir menos o meio ambiente, esse tipo de sistema ajuda na economia de combustível. O Prius, segundo o Inmetro, consome 18.9 km/l, mas em nossos testes, em Brasília, a autonomia chegou nos 25 km/l. Além desses números fazerem bem pro bolso, a Toyota oferece 8 anos de garantia nas baterias e demais componentes.

Para completar, os dois modelos, em breve, contarão ainda com a tecnologia flex. Uma invenção brasileira, desenvolvida em parceria com a USP e UnB.

 

Modernos e sofisticados

Todos esses avanços não estão no foco apenas dos japoneses. Montadoras, como a alemã Porsche, já comercializam modelos mais amigos da natureza. Um dos exemplos é o Cayenne S E-Hybrid – vendido por R$ 433 mil. O SUV está longe de ser barato, no entanto é um Porsche. Outro detalhe: ele custa cerca de R$ 68 mil a menos do que a versão Cayenne S convencional. A principal razão pra essa diferença é que o imposto de importação para os híbridos custa menos (7%). No caso dos demais carros, o percentual bate nos 35%.

A diminuição nos preços é questão de tempo. Quanto mais veículos rodando, mais baratos eles ficarão. O custo da manutenção deve seguir no mesmo caminho. Ainda assim, precisamos de mais incentivos. Alguns exemplos podem ser encontrados, aqui mesmo em nosso país.

Em São Paulo, quem dirige um híbrido não precisa se preocupar com o rodízio de placas e, ainda, ganha 50% de desconto no IPVA. No Rio de Janeiro, a alíquota do imposto é ainda menor. Em vez de 4% do valor do veículo, o governo cobra apenas 1.5%.

 

Foto: Divulgação

 

Em Brasília, essas políticas ainda engatinham. Em compensação, donos de modelos elétricos contam com recarregadores gratuitos, em alguns shoppings da cidade. O que já é um começo.

Voltando aos híbridos, há outra montadora de luxo investindo pesado neles: a Lexus. Hoje, praticamente toda a linha conta com uma versão high-tech. Dos SUVs ao superesportivo LC500h, capaz de acelerar de 0 aos 100 km/h em apenas 5 segundos.

A estrada ainda é longa, a gente sabe, mas precisamos reconhecer a importância de cada quilômetro percorrido pelos engenheiros. E é bom lembrar, mais uma vez, que os modelos elétricos são realidade. “Até 2020, lançaremos os primeiros modelos movidos exclusivamente a eletricidade, da Toyota e Lexus, na China e na Índia. Após isso, vamos analisar cada mercado para, também, oferecer essa tecnologia”, conclui Anderson Suzuki.

Tá vendo? Se a sua justificativa para não aderir a esse novo momento da indústria automotiva era a falta de opções, pode dar um jeito de mudar de estratégia. Mesmo no Brasil, temos ótimos modelos à disposição, independentemente da fonte energética. E quando o assunto é tecnologia, o futuro é agora.

 

*Clayton Sousa viajou ao Chile a convite da Lexus/Toyota.

 

 

Revista Evoke

Acompanhe todas as novidades pelo instagram.