Mustang 2018: um carro pra conhecer e acelerar

Oficialmente importado para o nosso país na versão GT Premium

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Clayton Sousa
Automóveis, Lifestyle
10/08/18 16:44

Eu sempre gostei de carros. Acredite, costumava passar o sábado inteiro lavando uma bendita Kombi 1984 do meu pai só para tirá-la da garagem. Volta e meia, eu falava: “Quando crescer, vou ter um carro potente e bonitão”. Bom, esse dia ainda não chegou, mas tive o prazer de dirigir um Ford Mustang. E isso é mais do que suficiente para eu partir dessa para uma melhor de boa. Brincadeira! Eu ainda tenho muitos quilômetros para rodar.

Olhando novamente para o mundo sobre rodas, vamos falar do muscle car, produzido em Flat Rock (Michigan), nos Estados Unidos. Ele é uma prova veloz de que muita gente, nesta terra, não está nem aí para o preço absurdo da gasolina. O consumo declarado pela Ford é de 5,9 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada. Culpa ou mérito (depende do seu ponto de vista) do potente motor 5.0 V8 de 466 cavalos e 56,7 kgfm de torque capaz de te levar da imobilidade aos 100 km/h em apenas 4.3 segundos. Quatro vezes menos tempo do que você gastou para ler este último parágrafo.

O Mustang, agora oficialmente importado para o nosso país na versão GT Premium, tem muito mais do que um “coração” parrudo. É equipado com um câmbio automático de 10 velocidades desenvolvido em parceria com a Chevrolet. É isso mesmo! A transmissão foi feita com a colaboração da fabricante do maior rival do Mustang: o Camaro. O que não faz muita diferença. Afinal, ele não figura nem na lista dos esportivos mais vendidos, por aqui. O balanço, realizado pela Fenabrave – Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos – , esfrega na nossa cara que 281 brasileiros tiraram um Mustang das concessionárias, apenas nos primeiros quatro meses deste ano. Isso porque o brinquedo “Made in the USA” custa R$ 299 mil.

 

 

Você valoriza conforto e tecnologia? Bancos em couro com ajustes elétricos, painel de instrumentos digital, central multimídia com tela sensível ao toque, GPS, 12 alto-falantes e subwoofer. Sim, dá pra fazer uma festa dentro do esportivo. Apesar de eu preferir, mil vezes, o som do motor.

A Ford colocou muitos outros mimos para justificar o seu suado dinheiro. Um deles é o sistema de amortecedores adaptativos magnéticos. Sabe o que isso muda na sua vida? Muita coisa. O equipamento ajusta a suspensão, até 1.000 vezes por segundo, de acordo com os modos de condução (Normal, Sport, Sport+, Pista e Drag/Arrancada) e, também, com as condições da pista. Tudo para te manter colocado ao chão com a maior estabilidade possível. Para aumentar a esportividade e o prazer ao volante, os engenheiros criaram uma forma de você travar as rodas dianteiras para “queimar pneus” – chamada de Line Lock.

Já sei! Você prioriza a segurança. Que tal, então, oito Air Bags, frenagem automática com detecção de pedestres, controles de tração e estabilidade, além de alerta de colisão frontal? Ainda tem rodas 19 polegadas e faróis Full Led.

 

Presente e passado acelerando juntos

Agora, deixaremos as novidades da sexta geração de lado para falar um pouco da história desse ícone, criado em 1964. Se você se acha famoso postando “fotinhas” no Instagram, imagine quem já participou de aproximadamente 3.800 produções de cinema e TV. Só para citar alguns exemplos, James Bond: “007 Contra Goldfinger”, “007 Contra a Chantagem Atômica” e “007: Os Diamantes São Eternos”. Pode anotar, também, “Bullitt”, “60 Segundos” e vários outros sucessos de bilheteria. Tem mais um capítulo muito legal sobre o começo: o Mustang vendeu, apenas no dia de lançamento, 22 mil unidades. Um sucesso absurdo para a época.

Mustang GT 1967

 

A verdade verdadeira é que estou falando isso tudo para confessar que eu ainda não dirigi o Novo Mustang GT Premium, mas, sim, a segunda geração ano 1967, bem mais “raiz” do que o irmão caçula. Agora, me pergunte se estou preocupado.

O importante mesmo é que eu acelerei um mito e nem precisei lavar nada depois do passeio. E que passeio!

 

 

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