Janeiro Branco reforça a importância do cuidado com a saúde mental

O primeiro mês do ano procura conscientizar a população sobre os cuidados com a saúde mental

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Revista Evoke
Bem Estar, Saúde
17/01/20 11:52

Debater a saúde mental, esse é o mote da campanha Janeiro Branco, estabelecida no Brasil desde 2013. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 12 milhões de pessoas sofrem com depressão. A estimativa ainda mostra que em 2030, ela será a doença mais comum entre os brasileiros. A mobilização sócio-governamental tem como finalidade criar uma cultura no que tange à saúde mental, a fim de prevenir e intervir em possíveis adoecimentos comportamentais e psicopatológicos.

Cientes dessa importância, profissionais da saúde alertam sobre a real necessidade de dar atenção ao assunto. Segundo o profissional que atua na Humanamente Clínica, Dr. Daniel Cordeiro, psicólogo clínico e especialista em Análise Clínica do Comportamento, o DF é uma região onde há um aumento gradativo de doenças mentais, bem como o uso e abuso de álcool e drogas. “ Essa campanha é essencial para fomentar  uma cultura de que a mente adoece e sobretudo estimular a busca de ajuda profissional, principalmente os de saúde mental”, explica.

Para o profissional o ideal sempre será a prevenção antes que se instale as doenças que afetam a mente.

 

Saúde física e mental

Segundo a psicóloga Lia Clerot, não há como desvincular a saúde física da mental e campanhas como esta ajudam a reforçar a discussão sobre o cuidado com a psique. “A reação às doenças mentais é algo bem particular e em muitas pessoas o diagnóstico é difícil, ainda mais se tratando da depressão sorridente, uma doença assintomática que tem se tornado uma epidemia pelo mundo”, explica a especialista.

Ela também ressalta a importância da qualidade das relações sociais e também do autocuidado “Tratar da saúde emocional, tirar um tempo para se cuidar, fazer um esporte, ajudam na prevenção de doenças biológicas. Ainda há uma certa resistência das pessoas em concordar que não estão bem e pequenos sintomas podem transformar-se em doenças psicológicas graves”, alerta.

Na avaliação do especialista em inteligência espiritual Fabrício Nogueira, a busca pelo equilíbrio nunca esteve tão presente. “O ser humano tem buscado, cada vez mais,  a paz que necessita. Lidar com esse aspecto é como alimentar o espírito. Isso não tem a ver com religião, mas, sim, com a capacidade de desenvolver o perdão, compaixão, sensibilidade, empatia, criatividade, entre outras habilidades”, aponta.

 

Foto: Pexels

 

 

Depressão sorridente

E quando a pessoa não demonstra sintomas? Chamada de depressão sorridente, cerca de 89% de 2 mil entrevistados disseram ter sofrido com os sintomas de depressão, mas os mantiveram escondidos de amigos e familiares. Esse dado é de uma pesquisa realizada pela revista Women’s Health e a Aliança Nacional de Doenças Mentais.

Mas como diagnosticar a doença se o paciente não demonstra estar deprimido?! De acordo com a psicóloga Lia Clerot, o distúrbio é mais comum em mulheres do que em homens, e muitas vezes quem sofre desse tipo de depressão se adapta e convive bem. Inclusive, pessoas próximas não conseguem perceber. “Sorrisos forçados, fotos felizes, falta de satisfação em atividades que antes eram prazerosas, são algumas das características. Essas pessoas batalham entre a angústia interior e a alegria exterior. Elas assumem uma fachada para esconder os sintomas”, explica.

Ainda, segundo a psicóloga, as pessoas que sofrem com depressão sorridente não devem deixar de procurar ajuda de um especialista. “É muito importante que o paciente procure ajuda assim que perceber os sintomas, a depressão é uma doença séria que precisa de tratamento especializado, quanto mais demora para pedir ajuda, mais difícil e demorado é o tratamento”, alerta Lia.

Para aqueles que sofrem com esse distúrbio, é importante reconhecer os sintomas para que um profissional possa ajudar “Caso identifique, o paciente deve procurar ajuda imediatamente. O tratamento envolve psicoterapia e em casos mais graves, medicação e acompanhamento de um médico psiquiatra”, diz a psicóloga.

 

Procure ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um serviço de apoio gratuito e funciona 24 horas com mais de 50 voluntários, basta ligar 188. A depressão precisa ser tratada para que não chegue a situações extremas.

 

 

 

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