Atenção: venda e exposição de animais

O que pode e o que não pode?

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Vanessa Silvestre
Bem Estar, Vida Animal
30/04/18 15:57

Em vários locais de Brasília, é possível ver animais em exposição e até para vendas. Mas o que poucos sabem é que o Conselho Federal de Medicina Veterinária determina que nestes locais deve ter um médico veterinário presente.

Recentemente, em São Paulo, foram feitas denúncias de maus-tratos e quatro corujas foram retiradas de uma exposição em um shopping. Segundo visitantes, os animais ficavam com as patas amarradas para que as pessoas pudessem tirar fotos. O treinador das aves disse que o equipamento é utilizado em trabalhos técnicos de falcoaria e que não configura maus-tratos. Por conta do caso, o Conselho fez o alerta sobre a necessidade de ter um profissional para atender os animais em locais de exposição. A informação está na Resolução CFMV nº 1069. Lá diz que os responsáveis técnicos são obrigados a se certificar de que os animais expostos em eventos ou locais de comércio estão em um espaço suficiente para se movimentarem. Precisam também garantir que o ambiente seja livre de excesso de barulho ou qualquer situação que cause estresse.

A presença de um veterinário é importante também para tomar medidas de prevenção de transmissão de doenças e prestar atendimento aos animais em situações de emergência.

O médico também consegue orientar os visitantes sobre a melhor maneira de manusear aquele animal exposto.

Apesar da resolução do CFMV o assunto ainda é debatido na justiça. O Superior Tribunal de Justiça considerou desnecessária a participação dos veterinários nesses locais de exposição e vendas. Porém, em dezembro, o Ministério Público Federal pediu para que o STJ revise a decisão, alegando que a responsabilidade técnica é necessária à proteção da integridade dos animais.

 

Bom exemplo!

Entrou em funcionamento neste mês de março, a Unidade de Saúde Animal Victória, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. Somente nos três primeiros dias, mais de 70 animais receberam atendimento. O local possui oito veterinários, quatro consultórios e cinco salas de cirurgia.

O posto foi feito para atender animais de rua e aqueles cujos proprietários são de baixa renda. Protetores independentes também ganham o direito de atender os bichanos no posto, além de acumuladores acompanhados pelo município.

Essa é uma boa ideia para ser implementada em Brasília, não? Aproveite que é ano eleitoral e indique a sugestão para o seu candidato. Mas atenção! Após ele ser eleito você precisa cobrar.

 

 

Revista Evoke

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