Esse brilho é Iza…

O Furacão Iza e o ritmo pesadão que dominou o Brasil

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Basilia Rodrigues
Entrevistas, Notícias
06/08/19 15:14

Ela já disse que sempre faz as coisas do seu jeitinho. “Bruta mas é com carinho”, brinca no trecho da música. Isabela Cristina Corrêa de Lima, a Iza, aceitou nosso convite de entrevista depois de se casar e depois do carnaval, em meio ao ritmo, digamos, “pesadão” de trabalho. Nascida e criada no bairro de Olaria, subúrbio carioca, Iza se mudou com os pais para Natal, ainda na infância, onde começou a cantar no coral de uma igreja. De volta ao Rio de Janeiro, aos dezoito anos, cursou Publicidade e Propaganda. Até trabalhou na área, antes de virar um dos principais nomes do pop nacional. Incentivada por amigos e familiares, ela criou um canal de música no Youtube, e se destacou pelos covers, no estilo Beyoncé, Nina Simone. Foi descoberta pela Warner Music, em 2016. Em suas músicas, Iza descreve os sonhos e vontades de uma mulher forte, dona de si. “Te Pegar”, “Vim Pra Ficar”, “Esse Brilho É Meu”, sendo esse último single uma parceria com a L’Oréal, marcam o repertório da cantora. Mais recentemente “Ginga”, “Dona de Mim” e “Brisa” viraram o sucesso da vez.

“Infelizmente, o racismo faz você pensar que você não é boa o suficiente. Mas a gente vai amadurecendo e entendendo nosso papel”.

Em 2018, Iza foi indicada ao Grammy Latino.

EVOKE: A sua presença de destaque no cenário musical brasileiro chama atenção por vários motivos. Você imaginava chegar onde chegou? Podemos lhe perguntar abertamente se você sente que já sofreu preconceito? E como lidou com isso? Ainda lida?

IZA: Claro que já sofri. Infelizmente, o racismo faz você pensar que você não é boa o suficiente, a partir do momento que você se deixa abalar, o que é muito fácil acontecer. Mas a gente vai amadurecendo e entendendo nosso papel.

Hoje em dia acho que a fama me protege um pouco não só do racismo, mas do preconceito em geral e do assédio.

EVOKE: Quais as mulheres ao seu redor lhe serviram de inspiração e por quê?

IZA: Todas as mulheres fortes da minha família são inspiração para tudo o que eu faço. Minhas tias, minha avó nordestina que veio pra cá e fez a vida acontecer e minha mãe, principalmente. Ela me ensinou a ser quem eu sou, a falar tudo o que precisa ser dito e confiar em mim mesma.

EVOKE: Qual a música, do seu repertório, que você mais gosta e por quê?

IZA: Ah não consigo escolher. Todas elas são muito especiais e representam muito para a minha carreira.

EVOKE: Começamos a acompanhar sua carreira pelos vídeos com interpretações de músicas internacionais. Qual a fase da sua carreira que você mais gostou até agora?

IZA: Foi tudo muito rápido, mas teve muito trabalho e dedicação. Sou grata demais por tudo o que tenho vivido na música, todas as conquistas, parcerias e projetos que venho realizando. Cada etapa da minha carreira tem sido importante.

EVOKE: Entre vantagens e desvantagens, o que a carreira de sucesso lhe trouxe até agora e o que você mais ama, o que mais lhe incomoda? Como faz para equilibrar isso?

IZA: Sou grata por viver da minha música, do meu trabalho. Amo o carinho que recebo do público, amo estar no palco trocando energia com a galera. Claro que a vida pessoal acaba sendo afetada com o sucesso. O meu trabalho não acaba nunca, eu durmo IZA e acordo IZA. Se eu estiver fazendo compra no mercado, eu sou a IZA mesmo não estando no palco. Não sou mais uma pessoa anônima. Tento preservar minha vida pessoal ao máximo, me resguardar, mas tenho paixão por todos os meus fãs, sou grata demais por cada um dele. É muito gratificante ser reconhecida pelo meu trabalho.

“O meu trabalho não acaba nunca, eu durmo IZA e acordo IZA”.

 

Foto: Gabryel Sampaio

 

EVOKE: Recentemente, você deu aos seus fãs a novidade de se casar. Brilhou nas páginas de revistas e colunas sociais pela escolha do vestido de noiva. Em que baseou a sua escolha? Há planos de ser mãe também?

IZA: O vestido que usei no casamento é da Giulia Borges. Acho ela incrível, é uma grande parceira minha e da Bianca Jahara, minha stylist. Já trabalhamos juntas e ela conhece bem o meu corpo. Eu não quis uma cor convencional e queria também uma modelagem sereia.

Quero muito ser mãe, ter uma família grande. Ainda não sei quando.

EVOKE: Quando você diz “sempre dou o meu jeitinho”, “sou mais eu”, e outros trechos de suas músicas, de fato são autorais? O que quer dizer com essas frases para quem te ouve?

IZA: Eu costumo dizer que a gente só tem noção do papel que exercemos na vida das pessoas, como artista, quando elas nos retornam as vivências delas com a música, a experiência que tiveram assistindo uma entrevista nossa. Esses trechos podem ser autorais, sim. Fico lisonjeada com o retorno de mulheres que me veem como uma inspiração.

EVOKE: Para terminar, o que seus fãs podem esperar dos seus próximos lançamentos e projetos? Você pretende fazer carreira internacional? Investir em composições em outros idiomas? Ou acha que esse não é um caminho natural, quer ampliar seu repertório nacional? E cinema, teatro, novela estão nos seus planos? Por favor, nos conte um pouco mais sobre a Iza 2019.

IZA: Eu sonho em cantar pra sempre, para o maior número de pessoas que eu puder. Uma carreira internacional é muito trabalhosa, tem que ser planejada com muito cuidado. Eu acabei de começar e quero dar um passo de cada vez. Tenho muita coisa para crescer e evoluir. Gosto de fazer tudo com muito cuidado. Quero fazer mais parcerias aqui no Brasil, lançar mais singles, mais clipes, pensar em uma etapa de cada vez. Sigo apresentando o Música Boa, em 2019, que é uma grande vitrine e aprendizado pra mim, sigo com a turnê do primeiro álbum por todo o Brasil e planejando as coisas aos poucos.

“Eu sonho em cantar pra sempre, para o maior número de pessoas que eu puder”.

 

Revista Evoke

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