Escoliose em bebês: como diagnosticar e tratar

Profissionais orientam sobre desvio da coluna vertebral

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Revista Evoke
Bem Estar, Saúde
28/09/18 17:14

Os cuidados com os bebês envolvem desde a alimentação, ao bem estar emocional e físico. Apesar de todos esse cuidados, muitas vezes alguns passam despercebidos. A escoliose é uma curvatura na coluna vertebral pode afetar qualquer idade, inclusive aos pequenos. Existem passos que podem ser dados para cuidado e atenção em relação a escoliose.

De acordo com a fisioterapeuta Sueli Dantas Rodigues, do Studio Pilates Patricia Bueno, na maioria dos casos, a escoliose infantil possui origem genética, sendo, portanto, mais frequente entre pessoas de uma mesma família.  Em alguns quadros, porém, cerca de 20% dos casos é secundária a outras doenças. Como por exemplo a deformidades congênitas da coluna vertebral, alguns distúrbios neurológicos, tecido conjuntivo e muscular.

“É importante ressaltar que a criança com escoliose raramente sente dores ou qualquer desconforto na coluna − exceto em quadros mais graves. Dessa forma, os sinais iniciais da doença podem passar despercebidos”, ressalta a fisioterapeuta.

O primeiro passo a ser observado é a postura do filho.  Ao notar qualquer assimetria no tronco da criança, é essencial agendar uma consulta com um médico especialista em coluna.

A educadora física e pós-graduada em fisiologia do exercício, biomecânica e pilates. Patricia Bueno revela que são observados, na dependência do local da coluna acometido, as seguintes alterações: Inclinação lateral da cabeça (torcicolo), quando o local acometido é na junção cervicotorácica, ou seja, logo abaixo do pescoço; Assimetria na altura dos ombros; Desvio do tronco; Desvio na bacia (pelve), também referido com desvio na cintura da criança; Encurtamento aparente dos membros inferiores, devido ao desnível na bacia, principalmente nas curvas lombares.

Para se ter a confirmação do diagnóstico é necessário um exame radiológico panorâmico da coluna vertebral. “O principal fator determinante para o sucesso do tratamento é o diagnóstico precoce, com curvas de baixo valor angular”.

O pilates que envolve tanto os pais como o bebê, conhecido como Baby Pilates, pode auxiliar na descoberta e no tratamento. “Nas aulas o bebê interage com a mãe e é estimulado a realizar movimentos em todos os ângulos comuns. Caso o profissional do Método Pilates suspeitar de algum desvio postural deve recomendar consulta e diagnóstico preciso com médico especializado em coluna”, indica a profissional.

“É sempre melhor estabilizar a curva quando ela é pequena e prevenir sua piora, do que permitir sua progressão e decidir corrigir a deformidade quando a criança estiver maior que irá afetar outras estruturas como sistema respiratório e cardiovascular. Dessa forma, o baby Pilates pode auxiliar no diagnóstico, tratamento e influenciar em melhor qualidade de vida do bebê e sua vida adulta”, finaliza Patricia Bueno.

 

 

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