Coração na batida perfeita

Coração acelerado ou lento demais, marque uma consulta com seu médico

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Renault Ribeiro
Bem Estar, Saúde
06/08/19 10:31

Foto: Freepik 

 

Quem nunca sentiu o coração acelerado? Quando se apaixonou pela primeira vez ou quando viu seu time ser campeão? Sentir o coração acelerado é a prova viva de que estamos vivos e sensitivos. As emoções nos atingem inquestionavelmente e o nosso corpo fala através da pele vermelha, do coração acelerado ou com o friozinho na barriga. Porém, alguns defeitos no nosso sistema de condução elétrica do coração pode nos proporcionar sensações de coração acelerado que nem sempre são agradáveis. Existem as chamadas taquiarritmias ou arritmias que aceleram o coração. São as arritmias mais frequentes entre nós. Variam desde alguns batimentos a mais até algumas que o coração permanece acelerado por minutos ou horas. Podem ser desencadeadas por algum tipo de bebida em excesso como o café, chá verde e também pelo abuso de bebida alcoólica. Algumas pessoas já nascem com essa pré-disposição seja pela sensibilidade de suas células cardíacas ou pela presença de “alguns fios a mais” no coração.

 

Foto: Freepik

 

A maioria pode ser tratada com a correção da alimentação, medicamentos e nos casos mais graves, através de tratamentos invasivos como a ablação por cateter de radiofrequência.

Quando o coração bate lentamente, denominamos de bradiarritimias. São mais frequentes nos idosos pelo processo de envelhecimento do nosso coração. Eventualmente, o implante de um dispositivo chamado marca-passo é necessário. A cirurgia é marcada, o implante é feito e, após 24 a 48 horas, o paciente já está em casa levando sua vida normalmente. Intoxicações exógenas, medicamentos ou algumas doenças infecciosas também podem fazer nosso coração bater lentamente. No Brasil, infelizmente, uma das causas mais frequentes de bradi ou taquiarritmias é a doença de Chagas. Doença infecciosa que compromete gravemente o sistema de condução elétrica do coração. Destaco também o crescente número de pessoas que são diagnosticadas com um tipo de arritmia chamada fibrilação atrial. Normalmente surge nos indivíduos acima de 70 anos. É caracterizada pela aceleração irregular do coração e hoje é considerada um fator de risco importante para o derrame cerebral pela possibilidade de enviar um trombo para o cérebro. O diagnóstico e tratamento adequado devem ser instituídos logo que possível.

A maioria dos serviços de Cardiologia são equipados de aparelhos que contribuem para a avaliação de todos os tipos de arritmias. Utilização do eletrocardiograma de repouso, do sistema holter 24 horas e do ecocardiograma com Doppler colorido são frequentes na investigação e no acompanhamento do tratamento de todos os tipos de arritmias.

Porém, o instrumento mais efetivo para o diagnóstico de todo tipo de arritmia é uma boa história clínica e um exame físico bem feito. Assim, caso você esteja sentindo seu coração acelerado ou lento demais, agende um bom papo com seu médico e deixe seu coração novamente na batida perfeita!

 

 

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