Uma estrela chamada Isis

Conheça um pouco mais da atriz

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Basilia Rodrigues
Entrevistas, Notícias
02/05/18 16:47

Sorriso de menina, gênio forte, corpo perfeito e cabeça no lugar explicam parte do sucesso de Isis Valverde. Desde cedo, ela já brilhava e uma cigana acertou na premonição. Há 31 anos, é assim. Envolvente, determinada, a jovem atriz trilha um caminho de sucesso, desafios, em que aprendeu a cuidar da imagem pessoal e lidar com os anseios de toda mulher.

 

Sua filha mora aqui, mas não vai morar mais com você e vai ser muito conhecida. Não sei te dizer em quê, mas vai ser muito conhecida, não só no Brasil, mas vai atravessar mares”disse uma cigana para a mãe de Isis Valverde.

 

REVISTA EVOKE: Como você vê essa sua chegada aos 30 anos? Normalmente, a idade corresponde a um novo ciclo.

ISIS VALVERDE: Acho que eu reaprendi a ver a vida de outra forma. Aprendi a dar mais atenção às pessoas, porque aquariano é muito avoado (risos). Às vezes acabava não dando valor a coisas pequenas, mas que, para o outro, não eram pequenas, e sim importantes.

REVISTA EVOKE: Tem a sensação de que de repente chegou a essa idade?

ISIS VALVERDE: Não tenho essa sensação, talvez porque não tenho medo de nada. Sempre fui corajosa, me jogo mesmo.

REVISTA EVOKE: Ser escolhida musa do carnaval de um hotel tradicional no Rio de Janeiro foi uma surpresa? É diferente de sair em um desfile na Avenida?

ISIS VALVERDE: A gente vinha se namorando há alguns anos, mas a agenda nunca conciliava. Só que quando conversei com a Andréa Natal (diretora-geral do Copacabana Palace) e visitei o Copa, todo mundo me acolheu e virou uma família. Quando chego já sabem meu nome. E não é porque sou famosa! Tem uma intimidade quando eles falam Isis. Me senti em casa de tão bem tratada. Ainda não desfilei na avenida.

REVISTA EVOKE: A fantasia escolhida foi a de cigana. Você se identifica com a personalidade de uma cigana, já viveu isso em outros carnavais?

ISIS VALVERDE: Já me fantasiei de cigana quando pequena, adorava (risos). A fantasia do Baile do Copa foi inspirada em ciganas do leste europeu, é uma pegada mais moderna. Quando eu tinha 15 anos, uma cigana falou para a minha mãe, lá em Minas, que ela tinha uma filha e que essa filha era uma estrela. Não que eu seja uma estrela. Mas acho que ela viu esse lado. Ela disse assim: ‘sua filha mora aqui, mas não vai morar mais com você e vai ser muito conhecida. Não sei te dizer em quê, mas vai ser muito conhecida, não só no Brasil, mas vai atravessar mares’. Olha que louco!

REVISTA EVOKE: Por que escolheu a carreira de atriz?

ISIS VALVERDE: Não saberia ser outra coisa. Adoro esse lado de criação.

REVISTA EVOKE: De Ana do Véu a Sereia, o que você acha que mudou na forma com que atua nesses anos de carreira? Há semelhanças entre essas suas duas personagens ou só diferenças?

ISIS VALVERDE: Fiquei mais segura como mulher. Não há muitas semelhanças entre os papéis. Desta vez existia uma cauda de 30 kg (risos)! Precisei treinar bastante até conseguir nadar com ela, e também em acostumar com a convivência com a parte selvagem da Amazônia. Mas não gastei mais tanto tempo na maquiagem, que é supernatural, quase não usamos.

REVISTA EVOKE: Muitos dos seus papéis esbanjam as facetas femininas. Você se considera uma mulher atraente?

ISIS VALVERDE: A principal sensação é de que agora sou uma mulher e não uma garota. Fechei a porta para muitas coisas de que eu tinha medo antes. É uma sensação poderosa que eu senti.

REVISTA EVOKE: Dá pra dizer que você é uma mulher feminista? Se sim ou não, gostaria que explicasse.

ISIS VALVERDE: Eu sou super feminista! Mas as pessoas acabam ou confundindo feminismo com femismo – essa coisa de rasgar sutiã, bater em homem – ou achando que nenhuma mulher pode rebater a outra.

REVISTA EVOKE: Uma clássica pergunta: você busca ou já achou o amor da sua vida?

ISIS VALVERDE: Namoro há um ano e pouco juntos e tivemos um término rápido no fim do ano que fortaleceu nossa relação e mostrou o que tem que ser melhorado para seguirmos em frente. Por isso estou com ele.

REVISTA EVOKE: Pra terminar, quais são seus planos pra 2018? Tem alguma produção nova vindo por aí? Ou você espera se apresentar de uma maneira diferente para o seu público?

ISIS VALVERDE: Vou lançar o filme “Simonal” neste ano, um longa que adorei participar, com direção de Leonardo Domingues. Sobre TV ainda não posso revelar. Mas vem coisa boa por aí, aguardem!

 

“A principal sensação é de que agora sou uma mulher e não uma garota. Fechei a porta para muitas coisas de que eu tinha medo antes. É uma sensação poderosa que eu senti”, Isis Nable Valverde nasceu em Aiuruoca (MG), em 17 de março de 1987. Em janeiro de 2014, a atriz sofreu um acidente de carro, que bateu num barranco e capotou, fazendo com que a atriz fraturasse a coluna cervical, no carro também estavam um amigo e uma prima dela. A recuperação foi um dos momentos mais desafiadores da vida de Isis. 

 

 

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