A Brasília de ontem e de amanhã…

Esta semana, o Olhar Brasília está agitando a festa dos anos 80 na Piscina de Ondas. Resgatamos, de um dos baús das antigas, a foto da boate Zoom, que foi a grande sensação da época na cidade

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Marcia Zarur
Notícias, Olhar Brasilia
11/05/18 18:27

É nítido como uma imagem dessas desperta infinitos comentários nas redes sociais. Tudo carregado de afeto e saudades. Não é à toa que um dos meus textos mais lidos aqui no site foi sobre os cantinhos antigos de Brasília, que traz fotos, lembranças e vivências que só quem morou aqui, naquela época, sabe.

Assim como a foto que ilustra este post, da antiga W3, com a Bibabô, a Fofi… A velha zebrinha, o Jumbo do Gilberto Salomão, Casas da Banha no Rádio Center, Cacareco e Carranquinha na TV!

É uma vontade de voltar no tempo, reviver a juventude e aquela nossa Brasília, de qualidade de vida inigualável.

Ainda vivemos numa cidade diferenciada, muito acima da média em vários aspectos. Brasília é diferente de tudo. Se por um lado temos as facilidades das grandes metrópoles, por outro, em alguns aspectos, ainda guardamos características de cidade do interior. Cidade-parque, pomar a céu aberto, onde se colhe fruta no pé. Cidade-cidadã, onde se respeita a faixa de pedestres.

Mas Brasília segue perdendo esse arzinho pacato. Percebemos isso na violência crescente e na “imobilidade” urbana, que nos atravanca em engarrafamentos, até pouco tempo atrás inimagináveis. E numa certa agressividade diária, que antes não fazia parte do cotidiano.

Crescemos desordenadamente, mantendo o nosso “centro histórico” preservado. Meio aos trancos e barrancos, é verdade, mas conservando a essência do projeto de Lucio Costa no Plano Piloto. O problema é que o crescimento acentua as diferenças. As distâncias, que apartam o Plano das Satélites, vão se transformando em abismos.

Mas quem ama este nosso quadradinho quer crer que há um futuro melhor. Que é possível construir pontes e encurtar essas distâncias. Pra mim, a matéria-prima pra isso é a educação – que vai andar sempre de mãos dadas com a cultura. Se conseguirmos investir nisso, a nossa Brasília de ontem será também uma bela cidade amanhã.

 

Texto originalmente publicado em Olhar Brasília

 

 

Revista Evoke

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