As Bodas de Fígaro ganha nova versão em Brasília

Ópera de Mozart é repaginada por artistas que mesclam corpo de baile, orquestra de câmara e teatro

Revista Evoke
Entretenimento, Música
21/11/17 14:17

“Fígaro aqui, Fígaro lá. Fígaro em cima, Fígaro embaixo”. A conhecida música faz referência ao barbeiro mais famoso de Sevilha (Espanha) e do mundo. Fígaro foi eternizado na obra do italiano Gioachino Rossini (1792-1868), Il Barbiere di Siviglia (O Barbeiro de Sevilha). A ópera é baseada na peça homônima do dramaturgo francês Pierre-Augustin de Beaumarchais e retrata a primeira parte da Trilogia de Fígaro. Antes, no entanto, o compositor austríaco ChrysostomusWolfgangusTheophilus Mozart (1756-1791) lançaria, em pleno século 18, a segunda parte desta trama, cujo foco é a vida e o casamento do barbeiro com sua amada Susanna. A conhecida Le Nozze di Figaro (As Bodas de Fígaro) é uma ópera-bufa (humorística, com personagens burlescos) composta por este gênio da música que satiriza os costumes da nobreza da época (1785) e fala dos preparos e contratempos de um casamento pra lá de engraçado. A obra se faz atual e repercute em espetáculos pelos palcos mundo afora.

Agora, é Brasília que vai receber uma montagem feita por artistas radicados na capital e convidados que, juntos, deram para As Bodas de Fígaro de Mozart uma nova versão repaginada e original. Teatro, dança,  orquestra de câmara e ópera se unem nesta montagem, que envolve mais de 20 pessoas ligadas à arte, dentre músicos, atores e corpo de baile. O espetáculo estará em cartaz nos dias 29 de novembro (quarta-feira), 1º (sexta-feira) e 2 (sábado) de dezembro, sempre às 20h, no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do shopping Iguatemi (Lago Norte).

De uma ópera de mais de 3h de duração, a apresentação será feita, desta vez, em 1h30. Mas o contexto da obra de Mozart permanece a rigor. A sinopse fala do casamento de Fígaro com a criada Susanna, esta desejada e assediada pelo Conde de Almaviva. A trama se passa no dia do matrimônio e critica os costumes da época de uma forma leve e cômica, já que o tom burlesco é preservado. “Naquela época, as virgens criadas eram obrigadas a se deitarem com o nobre patrão. Queremos trazer a ópera para perto do público. Por isto, reduzimos a história, mas sem alterar a versão original. E a comédia é um gênero que agrada. Esperamos que todos riam e se envolvam com este clássico de Fígaro”, pontua Renata Dourado, produtora do espetáculo e intérprete da personagem Susanna.

Para preservar a história, os cantores vão cantar em italiano. Legendas em português serão passadas no telão para a compreensão do público. As Bodas de Fígaro é uma realização da Secretaria de Cultura do Distrito Federal com o patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura. O espetáculo foi idealizado e produzido pela Cia de Cantores Líricos de Brasília, sendo a primeira ópera contemplada pelo edital do FAC que conta com um corpo de bailarinos no elenco. Para a preparação das Bodas de Fígaro, a coreógrafa Rosa Marina Benevides valeu-se da dança contemporânea como estilo. Os figurinos também ganham tons burlescos com a assinatura de Stéphany Dourado.

Revista Evoke

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