“Aqui não existe eu, somos uma equipe”

A Fehsolna realiza diversos trabalhos sociais, entre eles: artesanato, além do reforço para crianças enquanto as mães estão nos encontros

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JR Felix
Aplausos, Lifestyle
20/08/19 11:08

Um local onde pessoas necessitadas, não somente do trivial, como alimentos, roupas, calçados, mas também de atenção, de um pouco de carinho, amor e de alguém disposto a ouvi-los. Assim é a Federação Habitacional do Sol Nascente, instituição sem fins lucrativos, mais conhecida como Fehsolna.

Assim que você adentra o lugar, você se depara com uma frase que diz: “Aqui não existe eu, somos uma equipe”. Pessoas voluntárias passam por lá o tempo todo, entre elas estão mé­dicos, fisioterapeutas, pedagogos, educadores, psicólogos, em meio a tantos outros não menos valorosos.

A Fehsolna realiza diversos trabalhos sociais, entre eles estão: cursos de corte e costura, e artesanato, além do reforço para crianças enquanto as mães estão nos encontros. Eles também oferecem serviço social, assessoria jurídica e acompanhamento das famílias carentes cadastradas, e de quem mais precisar

“Aqui trabalhamos com artesanato, tanto fazendo para vender para nós mesmas, como para arrecadar dinheiro para o local. E ensinamos outras pessoas para que elas possam conse­guir uma renda extra também”, conta a voluntária de artesanato, Monique, 24 anos.

Com o objetivo de resgatar a autoestima das mulheres, que na maioria das vezes, chegam com depressão e encontram ali um lugar de refúgio, de um recomeço, é colocado em prática um trabalho de empoderamento feminino e sororidade baseado na empatia e companheirismo com o próximo.

A estagiária de serviço social, Raya­ne, 31 anos enfatiza que caso esteja com pensamentos ruins, depressão, se sentindo inútil… que as pessoas procurem a Instituição. “Quando elas aprendem a fazer o artesanato, po­dem vender e, assim acabam gerando uma renda extra, se tornam mais independentes e irão progredir mais”. A costureira Maria, 47 anos, comenta que sempre se interessou pela costu­ra, mas não se imaginava fazendo isso. “Eu não esperava que fosse aprender a costurar, fazer roupa. Hoje já ensino as outras meninas”.

Para conseguirem manter a Instituição, há doações de alimentos, cobertores, brinquedos, material escolar. Com isso, os responsáveis pela Federação tiram mais pessoas das ruas, ajudam quem está abaixo da linha da pobreza, usuá­rios de drogas. Ajudam a dar os primeiros passos para uma vida melhor.

“O importante é que sempre fazemos com amor e por amor. O presente maior somos nós que recebemos em ver essas pessoas bem, inseridas novamente na sociedade, mesmo sendo uma sociedade esquecida”, finaliza Edilamar de Sou­za, presidente da Federação

 

 

Revista Evoke

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