Verão chega e cuidados com a pele devem ser redobrados

Terapia fotodinâmica é utilizada para o tratamento do câncer de pele inicial

Revista Evoke
Bem Estar, Saúde
27/12/17 15:51

O nosso país é tipicamente tropical, com suas belas praias e sol intenso, ninguém quer abrir mão desses benefícios. Portanto, para poder aproveitar da melhor forma, é necessário se atentar às recomendações para a proteção da pele da ação do sol.

A utilização do protetor solar com proteção de pelos menos fator 30 é essencial para as pessoas. Vários tipos de câncer de pele podem surgir caso não ocorra o cuidado adequado, são eles: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma. Já os linfomas são um tipo de câncer que também podem afetar a pele sem ter relação causal com a exposição solar.

A médica dermatologista da Clínica Monte Parnaso, Ana Regina Trávolo, explica que os linfomas são cânceres que normalmente se manifestam nos gânglios linfáticos e sistema imunológico. Há casos também que podem afetar a pele, como a micose fungoide (tipo de linfoma cutâneo). “Formam-se as manchas avermelhadas persistentes na região do tronco, que aos poucos vão aumentando de espessura. Em situações mais avançadas, formam-se nódulos infiltrados, com característica avermelhada e podem gerar febre no paciente”, detalha.

Identificado precocemente, os tratamentos podem ser mais eficientes e gerar resultados mais rápidos. A fototerapia ou o banho de elétrons (radioterapia) são indicados nessa situação. Para os casos mais evoluídos, pode haver a necessidade da quimioterapia. “O tratamento dos principais tipos de câncer de pele, como o carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma é normalmente cirúrgico, todavia, existe uma alternativa interessante para as ceratoses actínicas, que são as chamadas lesões pré-cancerosas e alguns tipos de carcinomas basocelulares superficiais, a terapia fotodinâmica”, esclarece a dermatologista.

A Dra. Ana Regina conta que as vantagens são significativas no resultado estético com o tratamento, além de tratar áreas nas quais as lesões ainda não estão visíveis a olho nu, o chamado campo de cancerização. “A terapia fotodinâmica consiste na aplicação de um medicamento em toda a região a ser tratada, agindo sob oclusão, por aproximadamente 3 horas. Logo em seguida, o médico dermatologista irradia a região com um equipamento de LED específico, que ativa a medicação, produzindo uma reação fotoquímica que leva à destruição das ceratoses actínicas no campo de tratamento. Em alguns casos, a técnica precisa de uma segunda aplicação, após 4 semanas”, completa a médica.

 

 

Revista Evoke

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