Quem tem medo do infarto?

Dr. Renault Ribeiro Junior fala sobre o infarto e desvenda seu mistério

Renault Ribeiro
Bem Estar, Saúde
09/01/18 14:54

Muitos o temem, mas poucos, felizmente o conhecem. O infarto agudo do miocárdio pode ser a primeira manifestação do que chamamos de insuficiência coronariana. As outras formas de apresentação de obstrução dos vasos que irrigam o próprio coração são semelhantes, porém menos dramáticas e menos letais.

Quase 50% das pessoas que apresentam um infarto podem vir a falecer na primeira hora após o início dos sintomas. Portanto, o reconhecimento e o tratamento devem ser rápidos. O principal sintoma é uma dor forte no tórax, com uma sensação de peso, semelhante a um pesada de elefante. Essa dor pode se irradiar para as costas, face interna dos braços, pescoço e região mandibular. Sudorese, náuseas e vômitos podem ocorrer simultaneamente.

Na ocorrência desses sintomas, o que podemos fazer? A primeira medida é ligar pedindo socorro. Caso a pessoa não tenha história de alergia ao AAS,- ácido acetil salicílico- deve-se oferecer dois comprimidos de 100 mg rapidamente. Essa é uma conduta que já salvou um grande número de pessoas. Dependendo da dose administrada o AAS tem suas ações no organismo que variam desde ação anti-inflamatória até a sua capacidade de ajudar a desobstruir trombos. Imagine o preço do AAS se fosse descoberto hoje? Esqueça o uso de Isordil sublingual, pois essa popular conduta pode agravar o quadro clínico do paciente caso ele esteja com a pressão arterial baixa.

O infarto ocorre pela obstrução de uma ou mais coronárias que estão sobre o coração em forma de coroa, daí o termo coronária. A causa da obstrução é um trombo que se forma acima de uma placa de gordura que foi instabilizada por diversas razões tais como estresse físico ou mental, tabagismo, diabetes e o próprio processo de envelhecimento. Após o AAS, deve-se encaminhar o paciente ao hospital pata a realização de um cateterismo de urgência para ser submetido ao tratamento chamado de angioplastia – abertura do vaso obstruído. Caso não seja possível, existem medicamentos chamados trombol.

 

 

Revista Evoke

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