O aniversário de Brasília foi uma celebração. O nome dessa festa? Distrito Cultural!

Olhando esse mosaico de imagens acima, qual é a sua peça favorita nessa colcha de retalhos cultural?

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Revista Evoke
Notícias, Olhar Brasilia
27/04/18 17:49

Somos a capital do rock, mas podemos dar uma roupa de carnaval para nossas canções favoritas. Por que não? O bloco Eduardo e Mônica não deixa ninguém parado, do começo ao fim.

E nem precisa ter fim, porque o repertório do rock brasiliense tem fôlego pra uma festa interminável. E todo mundo canta junto a trilha sonora das nossas vidas, afinal “somos tão jovens”.

Jovens como a cidade que comemora 58 anos, mas já tem muita história pra contar. Liga Tripa é tradição, é viagem aos tempos da terra vermelha e dos poemas mimeografados.

‘Mimeo… o quê?’ Os mais novos nem têm ideia do que é isso. Pergunte ao Nicolas Behr e descubra todos os significados… A música do Liga Tripa pode ser um passeio pela cidade das antigas, ou um convite para curtir letras e melodias de qualidade.

Qualidade e sofisticação também estão na essência do Circo Teatro Udi-Grudi. São palhaços, são acrobatas, são músicos e são recicladores de sucata e de sentimentos.

Não há como não se envolver com as apresentações do grupo. Eles inovam, surpreendem e são aplaudidos pelo mundo afora, ostentando o nome de Brasília.

Ao longo da nossa comemoração de aniversário, a música também se desdobra em poesia, ritmo e rima pra cantar o dia a dia da quebrada. Alô Ceilândia, Sol Nascente está na área com DJ Jamaika. Contestação, irreverência, agilidade pra traduzir os desafios e o orgulho de quem tem a famosa Caixa d´Água tatuada no braço. Referência, como GOG, Japão e tantos outros…

Mas a nossa festa também é feita de tradição e graça. Mamulengo Presepada, com o grande mestre Chico Simões, pede passagem para apresentar o boi e o teatro de bonecos. Rico e diverso como a nossa cultura.

Enquanto alguns artistas candangos resgatam tradições, outros experimentam novidades. Basta ver a percussão criativa e cheia de energia do Patubatê. Com seus instrumentos psicodélicos, eles arrancam uma sonoridade contagiante. Impossível ficar parado.

E como se dançassem ao som dessa mistura de ritmos, as lindas meninas grafiteiras Risofloras vão enchendo o vazio de cores e vida. Sujando os dedos deram forma colorida a um imenso painel.

E não faltou moda de viola, com a música caipira de Zé Mulato e Cassiano. Nessa festa democrática do Distrito Cultural eles não podiam ficar de fora. Já são 40 anos de estrada, um monte de ‘causos’ pra contar e uma satisfação danada de morar na capital do país.

Como diz Zé Mulato, Brasília é uma ‘Arca de Noé cultural’. Aqui é possível encontrar todas as referências do país. Se algum estado perdeu uma tradição cultural, vem ao DF, que aqui você encontra.

Essa festa durou uma hora, ao vivo na Globo, no palco do Picnik – a saudável ocupação dos espaços da cidade pela arte e pela cultura. Fazer parte desse momento e ajudar a costurar essa colcha de retalhos, com a miscelânea de saberes e artes, na verdade, foi um presente pra mim.

Muito obrigada a todos!

 

Texto originalmente publicado em Olhar Brasília

 

 

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