Médico brasileiro usa técnica nova para recuperar atletas

Uso de concentrado de células-tronco acelera tratamento de lesões de músculo, cartilagens, ligamentos e tendões

Revista Evoke
Notícias, Tech
01/02/18 10:27

O tratamento que curou o astro Cristiano Ronaldo em tempo recorde nas semifinais da Liga dos Campeões do ano passado, está agora ainda mais acessível aos atletas de todas as modalidades. Trata-se do uso de terapias celulares e que tem no médico Fernando Techy um dos seus principais entusiastas. O brasileiro atua há 12 anos nos Estados Unidos, onde é considerado um dos melhores na sua área. Através do uso de um concentrado de células-tronco, pode-se obter muito sucesso no tratamento de lesões em músculos, cartilagens, ligamentos e tendões musculares.

O procedimento mais recente é conhecido por BMAC (sigla para Bone Marrow Aspirated Concentrated, ou, em português, Concentrado de Aspirado de Medula Óssea). Ela usa as próprias células-tronco do paciente para tratar a lesão. O médico retira um pequeno volume, concentra-as por meio de uma centrífuga, e injeta esse concentrado no local que se quer tratar.

Vários jogadores de futebol e atletas de UFC, dentro e fora do Brasil já fizeram uso do BMAC.  A grande vantagem é que ele é muito menos invasivo, causa menos dor, e, em muitos casos, evita procedimentos mais agressivos, como cirurgias para colocação de próteses. Tudo feito de maneira rápida, sem que o paciente precise ficar internado.

“Tudo, inclusive o tempo de descanso, leva duas horas e o paciente ao sair da clínica estará parcialmente desperto. Exatamente igual a uma endoscopia ou colonoscopia”, esclareceu dr. Techy.

Num intervalo de algumas semanas, as células-tronco irão se tornar células dos tecidos danificados e provocar a sua regeneração. Elas também estimularão as do próprio tecido a serem mais ativas na regeneração. O BMAC, apesar de ainda não aprovado no Brasil, está liberado para tratamento na área ortopédica em quase todo o primeiro mundo, em especial, Estados Unidos, Canadá e União Européia. Nos EUA, a técnica já é usada há cerca de dez anos.

 

 

 

Revista Evoke

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