Jejum intermitente e Emagrecimento: O QUE A CIÊNCIA DIZ?

Nutricionista fala sobre uma das formas de emagrecimento mais comentadas hoje em dia

http://revistaevoke.com.br/wp-content/uploads/2017/07/revista-evoke-colunista-deilys-gonzalez.jpg
Deilys Gonzalez
Bem Estar, Nutrição, Sem categoria
20/07/17 19:05

Muito se fala hoje em dia sobre os possíveis benefícios do jejum intermitente. E quando o assunto é emagrecimento, encontramos inclusive, algumas promessas mirabolantes. Será que essas promessas têm fundamentação científica? Para responder essa pergunta vamos dar uma olhada em algumas pesquisas:

De forma geral, os estudos que avaliam jejum intermitente como estratégia para emagrecimento encontram resultados promissores com relação à perda de peso, percentual de gordura e circunferência da cintura.

Em duas revisões sistemáticas com meta-análise que compararam os efeitos do jejum intermitente com a restrição calórica (ou seja, a redução de calorias), foram encontrados diminuição no peso e percentual de gordura em todos os estudos (variando de 0,2 a 0,8 kg/semana). Sem diferença significativa entre o jejum intermitente e a restrição calórica.

As alterações de massa magra variaram entre os estudos dependendo do grau de restrição calórica final e dos sujeitos utilizados. As mulheres no período da menopausa, por exemplo, tiveram uma maior perda de massa magra ao utilizar o jejum intermitente como estratégia.

Assim, os estudos sugerem que o jejum intermitente pode ser considerado como uma estratégia alternativa para a restrição calórica. Porém, quando a gente se debruça para uma avaliação mais detalhada sobre a qualidade dos estudos, rapidamente saltam aos olhos algumas ressalvas relevantes:

Dos estudos clínicos disponíveis, a maioria utiliza um número de participantes pequeno.

A duração dos estudos também costuma ser curta.

Existe uma imensa variação de protocolos, o que dificulta a comparação entre os estudos e torna muito difícil estabelecer um protocolo ideal.

Poucos estudos apresentam grupo de controle.

Uma meta-análise que buscou avaliar os efeitos de longo prazo, concluiu que: não há dados suficientes para avaliar os efeitos do jejum intermitente no longo prazo. Mais estudos são necessários.

 

Minha avaliação

Ao avaliar a evidência e as limitações, o meu posicionamento com relação ao jejum intermitente é de cuidado. Acredito que os dados que temos disponíveis não nos permitem fazer uso da estratégia de forma ampla e sim, avaliando caso a caso.

Na minha opinião, o crescimento da popularidade e das evidências sobre jejum intermitente servem como uma ótima oportunidade para quebrar paradigmas!

Até pouco tempo atrás, a estratégia de comer de 3 em 3 horas era considerada praticamente um dogma. Vemos então… que não é bem assim! O que serve como uma excelente oportunidade de ressaltar aquilo que devemos lembrar constantemente, a individualidade!

De repente para uma pessoa que come 3 vezes ao dia e tem dificuldade para se alimentar mais vezes, antes de pensar em aumentar o número de refeições, seria mais interessante pensar na qualidade dos alimentos escolhidos.

A alimentação tem que ser planejada de forma individual: sem modismos, sem receita de bolo, com foco nos resultados e na adesão. Procure um nutricionista que planeje o melhor caminho para você, levando em consideração sua rotina e suas preferências. Assim, você terá garantia de que está no caminho certo. Lembre: O melhor caminho para você é aquele que é só SEU!

 

 

Da redação

Deilys Gonzalez