Doença do século também pode afetar cães e gatos

Câncer em animais é a prova de que a qualidade de vida desses bichos vem aumentando

Revista Evoke
Bem Estar, Vida Animal
08/12/17 16:06

Uma das doenças do século, sem dúvidas, é o Câncer. No Brasil, milhares de pessoas são diagnosticadas com esta doença e, de acordo com INCA, serão cerca de 600 mil novos casos até dezembro deste ano.

Diante desta problemática, o que muitos ainda não consideram é que a doença também pode ser diagnosticada em animais, principalmente cães e gatos. Apesar dessa notícia não ser animadora, ela é uma prova de que a qualidade de vida dos animais domésticos vem aumentando, pois o câncer é uma doença mais comum em animais de idade avançada.

De acordo com a médica veterinária, Ana Catarina Valle, existem diversas formas de tratamento para o câncer: o cirúrgico, que em alguns casos é feito com a associação com tratamentos quimioterápicos, e também outras terapias menos invasivas que visam o controle da doença e uma maior sobrevivência do pet. “O importante e explicar que a quimioterapia em animais é menos agressiva do que nos humanos”, comenta.

Neste sentido, a intenção do tratamento oncológico no cachorro, gato ou outro animal de pequeno porte é possibilitar a cura ou aumentar o tempo de vida, proporcionando conforto e qualidade, mas, para isso, o tipo de terapia vai depender do câncer. Entre os tumores mais comuns apresentados em pets estão o Carcinoma espinocelular – também chamado de carcinoma de células escamosas ou câncer de pele em gatos e cães –, o câncer ósseo, mastocitoma e o linfoma.

Diferente do que ocorre com os humanos, o diagnóstico do câncer em animais é uma das maiores preocupações, pois é de difícil percepção e sem sintomas iniciais (eles aparecem quando a doença está avançada). Já o prognóstico depende de alguns fatores como o tipo de tumor, a resposta à terapia utilizada, a localização dos tumores, o cuidado destinado ao animal por parte do veterinário e do dono, entre outros.

Dessa forma, cura, prognóstico, chances de remissão e sobrevida variam de acordo com o caso, sendo de extrema importância uma avaliação específica. “Como cada câncer varia de animal para animal, as consultas periódicas essenciais, pois podem aumentar as chances de cura do animal, ou, em casos mais extremos, prolongar a vida deles”, conclui Ana Catarina.

 

 

Revista Evoke

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