Artista de Brasília é selecionado pra expor em Nova Iorque

O publicitário Antônio Euzébio Pereira é o único brasileiro da lista

Revista Evoke
Cultura, Entretenimento
12/03/18 14:56

Um artista de Brasília, que mistura arte e realidade em suas obras, foi escolhido por uma galeria da Suíça para expor o trabalho dele em meio a 100 obras de arte em Nova York, nos Estados Unidos. O publicitário Antônio Euzébio Pereira é o único brasileiro da lista. A exposição vai até o dia 16 de março. O evento ocorre durante a chamada “Armory Art Weeks”.

Em março de cada ano, artistas, galerias e celebridades se reúnem em uma época considerada como das mais importantes no mercado internacional de arte.

 

Realidade e arte

A obra de arte escolhida é uma que faz parecer que a Ponte JK, que liga a região central de Brasília ao Lago Sul, é uma pedra quicando no Lago Paranoá. A obra mistura uma ilustração que complementa o mundo real. “A minha primeira felicidade foi quando recebi o contato da galeria, isso já foi demais. Depois que fui selecionado para a exposição então, quase não acreditei”, declarou. “É de encher os olhos de alegria e o coração de esperança.”

O estilo de Antônio (“Toninho”) Euzébio Pereira faz qualquer cena banal servir de inspiração para os desenhos que sempre interagem com a realidade. Nos traços, o artista do DF faz um anjo descer escorregando na Catedral de Brasília, ou uma lixeira do Parque da Cidade fazer atividade física.

 

 

 

A ideia

A ideia de fazer desenhos que “completam” o mundo real surgiu no início deste ano, numa fila de espera na Secretaria de Fazenda. “Eu tinha que resolver a questão de um boleto, e tinha uma mulher reclamando na minha frente. Como eu sempre ando com um caderninho e estava de bobeira, fiz um desenho dela balançando nas cadeiras”, contou o goiano radicado no DF há 43 anos. O hábito começou como brincadeira, mas depois passou a se tornar mais sério e a exigir mais dedicação do artista. “Desenho pelo menos uma vez por semana, em quatro ou cinco lugares diferentes”, relatou.

 

 

“Vou caminhando e observando alguma coisa que pode ser inusitada, que traga alguma mensagem legal. O que tento fazer é dar uma nova leitura para aquilo que retrato. É achar que outra mensagem aquele lugar, com que a gente está acostumado, pode dar”, disse.

Em média, o resultado dos desenhos chega em dez minutos. “Às vezes tem que ser rápido por causa da sombra que muda quando vou tirar foto, por exemplo. Já perdi desenho porque a nuvem que você está retratando não se forma de novo”, explica.

 

 

Revista Evoke

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