Amor on line

Na era em que tudo se faz por meio de aplicativos até a paquera ganhou sua versão tecnológica

Amanda Pessoa
Notícias, Tech
09/01/18 17:30

Em tempos de tecnologia, até os relacionamentos amorosos estão sendo construídos por aplicativos. A verdade é que o seu encontro pode acontecer em qualquer lugar e as redes sociais apenas dão uma ajudinha para que isso ocorra de uma outra forma. Pode ser pelo Tinder, pode ser no Happn, Facebook ou até pelo Hangout do Gmail. Todos eles funcionam como uma porta, um filtro para avaliar as conversa e ver o interesse em encontrar a pessoa.

Para Fernanda*, o surgimento dos aplicativos de relacionamento foi a solução para alguns de seus problemas. Uma das poucas solteiras entre várias amigas comprometidas, Fernanda fez dos apps um de seus aliados para a descoberta de pessoas fora do seu ciclo de amizades. Por meio deles, ela conheceu vários pretendes (como a mesma gosta de chamar) que renderam diversas histórias, umas até que viraram namoro, outras frustradas e outras amizade. “Para mim eles foram um pouco viciantes. E, quando você começa a conversar com essas pessoas, você acaba conhecendo um pouco mais do ser humano. Como eu gosto de conversar, pelo aplicativo você já consegue delimitar se é solteiro ou não, se tem filho”.

Depois de muito usar, ela fala que é necessário ter algumas ferramentas para se sair bem. “Esses aplicativos são ferramentas de comunicação completamente diferentes. Extremamente poderosas, mas ao mesmo tempo são muito perigosas”, avalia.

Mas depois de tantas histórias, Fernanda também encontro o seu crush. Ela está grávida do namorado que conheceu pelo Tinder e estão planejando se casar.

Tentativas…

Mas apesar de ser uma boa experiência para alguns, para outros nem tanto. Muitos concordam que com o passar do tempo os aplicativos acabaram ficando banalizados. E existem muitas pessoas que entram apenas para conseguir sexo fácil ou até mesmo amantes, para quem é casado. Funcionando como um cardápio humano. O que acaba por tornar o uso complicado e arrisca

Mas para Daisy*, isso não se tornou um grande problema. Os apps sempre foram para ela aliados para conhecer novas pessoas e ela sai muito com os rapazes do aplicativo. Mas há algumas precauções. “Sempre marco encontros em locais públicos porque se acontecer qualquer coisa eu posso fugir. Normalmente em um café ou chopp. E procuro sempre encontrar a pessoa no local”.

Já para Carlos*, os aplicativos foram fontes de várias histórias bizarras, tanto que mesmo depois de ter tido um namoro iniciado pelo Tinder, ele desistiu de usar.

O foco dele sempre foi conhecer alguém para iniciar um relacionamento sério. O problema? Era o desespero das outras com muita sede ao pote.  “Conheci muitas pessoas apressadas que já queriam fazer planos para o futuro e apresentar para a família. A pessoa tinha tanta pressa que não dava nem tempo de conhecer”.

Para ele, a maior parte das pessoas que usam os aplicativos não está disposta a ter um relacionamento sério, o foco maior é apenas “pegação”. “Talvez eu estivesse usando para o propósito errado, se eu tivesse querendo pegação mesmo eu teria sido mais feliz. Todo mundo que usou para isso está até hoje, tenho vários amigos que ainda estão usando”.

O mesmo aconteceu o com o casal Davis e Aza* que se conheceram pelo Tinder, logo quando o aplicativo ainda estava começando aqui no Brasil. No primeiro dia de uso, os dois já deram match, ou seja, se curtiram e marcaram um encontro.

Logo de cara, eles já se deram muito bem e daí por diante outros encontros foram acontecendo. “Logo na primeira semana deu match e passamos a conversar pelo aplicativo mesmo e depois por wpp. Uma semana de conversa até o primeiro encontro. Os próximos aconteceram porque ela ficava esquecendo as coisas no meu carro”, se diverte.

Hoje, após quase quatro anos, estão prestes a se casar e acabaram de ter uma filha. “Vamos fazer o casamento quando ela puder participar”.

Mas a grande tática é saber aproveitar o melhor que eles podem trazer. Talvez você encontre o amor, talvez apenas alguém bacana que pode virar amigo ou quem sabe mais um crush. O mais importante é definir o que faz bem para você e pode ser que sejam o apps ou a vida real.

*Os nomes foram alterados a pedido dos entrevistados.

 

 

Revista Evoke

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